à procura de uma resposta.

Archive for May, 2006

Democracia e Web Social

by Pedro Silva on May 26th, 2006

Acompanhe os temas: Democracia e Web Social no blog: http://hci-u.blogspot.com de Bruno Júlio.

O Visível e o Invisível

by Pedro Silva on May 23rd, 2006

“O visível pode assim preencher-me e ocupar-me só porque, eu que o vejo, não o vejo do fundo do nada, mas no meio dele mesmo, eu, o vidente, também sou visível; o que faz o peso, a espessura, a carne de cada cor, de cada som, de cada textura táctil, do presente e do mundo, é que aquele que os apreende sente-se emergir deles por uma espécie de enrolamento ou redobramento, profundamente homogéneo em relação a eles, sendo o próprio sensível vindo de si e, em compensação, o sensível está perante seus olhos como seu duplo ou extensão da sua carne”.

Merleau-Ponty, o Visível e o Invisível, ed. Perspectiva, São Paulo, 2000.

Virtualização do corpo

by Pedro Silva on May 23rd, 2006

Tal como defende Lévy[1], o corpo sai de si mesmo, adquire novas velocidades, conquista novos espaços. Inclina-se para o exterior e derruba a exterioridade técnica ou a alteridade biológica numa subjectividade concreta. Ao virtualizar-se, o corpo multiplica-se. Criamos organismos virtuais que enriquecem o nosso universo sensível sem nos causar qualquer dor.
Ao ser virtualizado, o corpo não pode ser reduzido a um processo de desaparecimento ou desmaterialização, mas deve essencialmente ser visto como uma mudança de identidade, reinvenção, reencarnação, multiplicação, vectorização, heterogénese do humano, dado que é uma projecção da nossa identidade para o ecrã onde interagimos ao jogar.

[1] Pierre levy, O que é o virtual?, pp. 30-31, ed. Quarteto, Coimbra, 2001.

Somos quem jogamos!

by Pedro Silva on May 22nd, 2006

Emergimos num mundo onde somos quem jogamos e representamos esse papel sem as limitações físicas com que nos deparamos no mundo real.
Como uma prótese[1], o vídeo-jogo amplifica as nossas capacidades e o limite só é imposto pela nossa imaginação e a imaginação do programador do vídeo-jogo, dado que representamos num mundo ficcional pré-programado para disponibilizar o livre acesso a um espelho interactivo[2] que possibilita e indica um caminho na constante busca do mundo perfeito.

[1] Artefacto que mina a fronteira entre o mineral e o vivo, tais como, óculos, lentes, pacemakers, computador, etc.
[2] O vídeo-jogo como espelho – superfície limiar que nos separa do nosso imaginário.